Domingo, 26 de Março de 2006

CORAÇÃO PRISIONEIRO

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Liberto

o meu corpo
que percorre em silêncio
vales encantados
e imponentes montanhas
na ânsia de encontrar
o caminho iluminado
por velas de aromas inconfundíveis.
e míticos seres, que guardam e protegem
tão precioso local.

Sinto em mim
uma certa melancolia
receio de falhar
e perder a batalha
perante tão grandioso adversário.

Enfrento finalmente o inimigo.
Munido do corselete
da fé e esperança
O poder dos guardiões
É imenso..
A sua insolência
revoltante.

A raiva libertada
do meu corpo
torna-se num forte aliado
no confronto
perante tão impiedosos seres.

Venci o inimigo
depois dum extenso combate.
Meu corpo ensanguentado
por profundos golpes
causados durante a batalha
chega finalmente ao castelo.

Ao entrar na fortaleza
fria como o gelo
e escura como noite sem luar
imploro a Deus que me dê
forças a este já débil corpo
que eu sinto quase desfalecer.

Fecho os olhos
em sinal de fraqueza e cansaço
mas a fé incentiva-me
a abrir novamente os olhos.
Vejo na escuridão
de tão medonho castelo
uma luz cintilante
que ilumina
uma longa escadaria.

Levanto-me
e desço degrau a degrau
cambaleando

Ao chegar
avisto uma suja e húmida
masmorra.
lá dentro a luz
libertada pelo meu coração
em sinal de grito, silenciado pela dor
Aproximo-me, abro a porta
sorrio e digo...

Now, you are free!!!

Hórus

publicado por Hórus às 20:59
link do post
De Anónimo a 27 de Março de 2006 às 17:24
É a primeira vez k venho aqui e vinha retribuir o lindo comentário k recebi. No entanto fiquei completamente rendida aos magníficos sentimentos aqui descritos. O poema dedicado ao pai está lindíssimo a música é maravilhosa e a inquietação deste coração prisioneiro deixou-me a pensar... Voltarei mtas vezes certamente e além dos parabéns também pela linda imagem (k nos transmite uma paz infinita)desejo uma boa semana. Bjs Sindarin
(http://almaanu.blog.pt)
(mailto:fact_sr@clix.pt)


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